CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

sábado, 16 de outubro de 2010

CANTORIA “NORDESTE INDEPENDENTE”

Intérprete: Elba Ramalho

Composição: Bráulio Tavares/Ivanildo Vilanova

 

Já que existe no sul esse conceito
Que o nordeste é ruim, seco e ingrato
Já que existe a separação de fato
É preciso torná-la de direito
Quando um dia qualquer isso for feito
Todos dois vão lucrar imensamente
Começando uma vida diferente
De que a gente até hoje tem vivido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Dividindo a partir de Salvador
O nordeste seria outro país
Vigoroso, leal, rico e feliz
Sem dever a ninguém no exterior
Jangadeiro seria o senador
O cassaco de roça era o suplente
Cantador de viola o presidente
O vaqueiro era o líder do partido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Em Recife o distrito industrial
O idioma ia ser nordestinense
A bandeira de renda cearense
“Asa Branca” era o hino nacional
O folheto era o símbolo oficial
A moeda, o tostão de antigamente
Conselheiro seria o inconfidente
Lampião, o herói inesquecido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

O Brasil ia ter de importar
Do nordeste algodão, cana, caju
Carnaúba, laranja, babaçu
Abacaxi e o sal de cozinhar

O arroz, o agave do lugar
O petróleo, a cebola, o aguardente
O nordeste é auto-suficiente
O seu lucro seria garantido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Se isso aí se tornar realidade
E alguém do Brasil nos visitar
Nesse nosso país vai encontrar
Confiança, respeito e amizade
Tem o pão repartido na metade,
Temo prato na mesa, a cama quente
Brasileiro será irmão da gente
Vai pra lá que será bem recebido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Eu não quero, com isso, que vocês
Imaginem que eu tento ser grosseiro
Pois se lembrem que o povo brasileiro
É amigo do povo português
Se um dia a separação se fez
Todos os dois se respeitam no presente
Se isso aí já deu certo antigamente
Nesse exemplo concreto e conhecido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Povo do meu Brasil
Políticos brasileiros
Não pensem que vocês nos enganam
Porque nosso povo não é besta

Fonte música

Video

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

POESIA SERTÃ

A poesia que nasce
Nos sonhos, na emoção
Atingem as águas profundas
Do meu planeta Sertão.
 

 

 

 

 

A poesia mais bela
Vem das plagas sertanejas
De uma casa de taipa
De um café sem bandeja.

 

 

 

A poesia mais pura
Vem da mata ressequida
Da caatinga sertã
Que aleita os poros da vida.

 

 

A poesia in natura
Vem de um córrego temporário.
Vem de um lastro de feijão.
Vem de um universo agrário.

 

 

 

 

A poesia tristonha
Vem de um leito rachado
Feito por Pintor cubista
Em traço quadriculado.

 

A poesia sertã
Faz de mim um Manoel,
Cujo açude Frutuoso
No inverno reflete o céu.
 

 

 

 

 

 

 

 

A poesia sertã
Faz de mim um relicário
Das veredas dos lajeiros.
Um roceiro. Um Belizario.

 

 

 

 

 

 

 

Manoel Messias Belizario Neto

Imagens da internet

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

PARABÉNS CAMPINA GRANDE

Falo bem desta cidade,
Em qualquer lugar que eu ande,
Que hoje aniversaria
Chamada Campina Grande

Parabéns bela Campina
A Rainha do São João
Q em todo mês de junho
Orgulha a nossa nação.

Esta cidade bonita
Cada dia mais se expande
E hoje aniversaria.
Parabéns Campina Grande

É a cidade High Tech
E do maior São João do Mundo.
Parabéns Campina Grande.
Em teus caminhos me inundo.

Manoel Messias Belizario Neto

Imagem da internet

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

ANOS DE OURO DE MASTRUZ COM LEITE

"Em meu sertão me arrelembro
Com uma sordade danada
Dos forrós de pé de serra
No terreiro ou na latada
Dancei muito esta cantiga
Da descurpa esfarrapada.

Agora o forró mudô
De um jeito até digo drástico.
Trocaro as letra por outras
Num vai e vem de elástico.
Esse forró de hoje em dia
Posso dizê que é de prástico.

Mas Forró como Mastruz
Fazia ontigamente
Hoje em dia não faz mais
Ô mô Deus que pena oxente
Que sordade do forró
Que emocionava a gente...

(Manoel Belizário)

DESCULPA ESFARRAPADA
Mastruz com Leite
Composição: Mastruz com Leite

Onde tu tava, que diabo de cheiro é esse?
Eu não sei do que você está falando
Já vem brigando mulher deixe de ciúme
Que cheiro é esse, esse cheiro de perfume?
(Bis)

Oh mulher vai pra lá com seus pinotes
Que cheiro é esse bem atrás do seu cangote?
O que tú quer? Já te falei
Tu quer brigar, estás vendo que não precisa
Desgraçado tem batom na tua camisa

Meu amor, vou dizer onde é que eu tava
Não me venha com Desculpa esfarrapada
Foi lá no bairro quando eu ia passando
Tinha um casal brigando, mulher veja que perigo
Tu quer dizer que o homem bateu na mulher
E no meio do funaré ela se agarrou contigo, foi?
Foi ela se agarrou comigo foi
Foi homem, ela se agarrou contigo, foi?
Ela se agarrou comigo, foi

Onde tu tava, que diabo de cheiro é esse?
Eu não sei do que você está falando
Já vem brigando mulher deixe de ciúme
Que cheiro é esse, esse cheiro de perfume?
(Bis)

Oh mulher vai pra lá com seus pinotes
Que cheiro é esse bem atrás do seu cangote?
O que tú quer? Já te falei
Tu quer brigar, estás vendo que não precisa
Desgraçado tem batom na tua camisa

Meu amor, vou dizer onde é que eu tava
Não me venha com Desculpa esfarrapada
Foi lá no bairro quando eu ia passando
Tinha um casal brigando, mulher veja que perigo
Tu quer dizer que o homem bateu na mulher
E no meio do funaré ela se agarrou contigo, foi?
Foi ela se agarrou comigo foi
Ela se agarrou contigo, foi homem?
Foi mulher! Ela se agarrou comigo, foi

Fonte

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A CHUVA E O VENTO FEITO GATO E RATO

A chuva quebra o silêncio
C/ seu cantar majestoso.
O vento ditando as notas.
Um maestro perigoso
Q/ quando eleva a batuta
Soa um trovão tenebroso.

O vento e a chuva juntos
Numa madrugada fria
Unem os corpos dos casais
C/ a sua sinfonia.
P/seduzir a chuva
O vento logo assovia.

Porém se a chuva apresenta
Desculpas esfarrapadas
Negando o amor ao vento
Este sopra uma rajada
De ar sobre o seu caminho.
Vira uma fera indomada.

A chuva por sua vez
Para acalmar o vento
Solta orvalhinhos cheirosos
Sobre as folhas do relento.
O vento vai se acalmando.
Diminui o movimento.

Porém se o vento ficar
Tempos sem fazer amor.
Se transforma em furacão.
Em tornado arrasador.
Nenhuma chuva ou neblina
Aplacam o seu calor

A chuva também não pode
Demorar desassistida
Senão chove sem parar
E feito fera ferida
Se transforma em dilúvio
Ameaçador da vida.

Manoel Messias Belizario Neto

Imagem