CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Poeta Rogério Fernandes ministra oficina sobre Literatura de Cordel

Escritor Rogério Fernandes, ao centro, com alunos do 4º ano do curso de Pedagogia da Uems durante oficina. (Foto: Divulgação)
 
Escritor Rogério Fernandes, ao centro, com alunos do 4º ano do curso de Pedagogia da Uems durante oficina. (Foto: Divulgação)
          O escritor e poeta Rogério Fernandes, realizou na última semana, na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems), oficina sobre Literatura de Cordel, para alunos do 4º ano do curso de Pedagogia. O convite foi feito pela professora da área na Universidade, Thaize Oliveira.
          De acordo com o escritor, a oficina teve o intuito de, além de divulgar a Literatura de Cordel como forma de expressão cultural popular, possibilitar novas estratégias e abordagens para a Educação Infantil e do Ensino Fundamental.
           De uma forma descontraída, Rogério Fernandes falou sobre a história do Cordel e sua chegada ao Brasil, principalmente na região Nordeste. O escritor trabalhou a metrificação dos versos, a rima e a oração. Citou as palavras do poeta Abraão Batista, ao dizer que, para se escrever um bom cordel é necessário, antes de tudo, “ter cara de povo, ter cheiro de povo e ter fala de povo”. Segundo Rogério, o cordelista deve escolher um lugar, um tempo, os personagens, uma trama ou uma intriga e, finalmente, colocar tudo isso em versos divididos, obrigatoriamente, em sete sílabas cada um.
          No final da oficina, as acadêmicas puderam escrever seus próprios versos, sob a orientação de Rogério Fernandes e receberam dois folhetos publicados pelo cordelista: “Cidade Crepúsculo” e “Educação Patrimonial e Cultural de Dourados”.
            Rogério Fernandes é um dos fundadores da Associação dos Cordelistas de Mato Grosso do Sul, no qual integram também as cordelistas Aurineide Alencar, Odila Lange e Leonir Menegati, e ministra oficinas de cordel em escolas públicas e particulares de Dourados. As pessoas podem entrar em contato com o cordelista através do e-mail: rogeriociso@gmail.com ou pelo telefone (67) 9939-4746.

Fonte: http://www.progresso.com.br

terça-feira, 29 de setembro de 2015

PROJETO DE LEI QUER CRIMINALIZAR QUEM FALAR MAL DE POLÍTICO NA NET





(Por Manoel Belizario)

Ninguém pode mais falar
 De político safado
 Porque isto no Brasil
 É um produto esgotado,
 Por isso quem falar mal
 Vai pra cadeia. Que tal
 Ver o sol nascer quadrado?

 Eu por mim sei que cadeia
 Não cheira meu mocotó
 Porque não vejo razão
 De falar mal nem de um só
 Parlamentar brasileiro.
 Não há motivo certeiro
 Pra que eu vá pro xilindró.

 A política prospera
 No andor de santidade.
 O poder executivo
 Possui na moralidade
 A razão de seu viver,
 Faz da ética um dever
 Com responsabilidade.

 O mesmo posso dizer
Do poder legislativo;
Também do judiciário
 Onde não vejo motivo
 Para ninguém falar mal.
 O político afinal
É um ser tão compassivo!

Alguns vão me criticar
 Dizendo até que arreguei.
 Porque alguém assim pensa?
 Sinceramente não sei.
 Ei político presente:
 Explique para essa gente
 Quando não vos exaltei?

 Portanto sigo louvando
O projeto anunciado.
 Internauta falador
 Deverá ficar calado.
 Obedece tal aviso
 Quem tiver o bom juízo
 Que nem eu, viu deputado?

Pondo à parte as brincadeiras
Peço colaboração
A você leitor amigo:
Assine essa petição
Pra barrar o descalabro
Desse congresso macabro
Maculador da nação. 


Imagem: https://secure.avaaz.org

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Feira do Livro da Uefs destaca literatura de cordel

Acorda Cidade
Com uma vasta programação para o público de todas as idades, prossegue até a tarde deste domingo (27) a 8ª Feira do Livro, evento realizado organizado pela Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) desde terça-feira (22), na Praça João Barbosa de Carvalho, a Praça do Fórum, em Feira de Santana. Neste sábado (26), o público poderá assistir às apresentações da Filarmônica Ramo da Oliveira, do distrito de Oliveira dos Campinhos, município de Santo Amaro, e do Ballet da Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado (Funceb), a partir das 14h.
Foto: Edvan Barbosa/Divulgação
As atrações começam logo às 8h30, com animadores culturais, contação de histórias e exibição de filmes. O cordel também estará presente todos os dias. Também no sábado, o escritor feirense Franklin Maxado apresenta, às 10h, o 'Cordel e a Feira VI – Conversando com o poeta', abordando a resistência do cordel, seus desafios e transformações na atualidade.
O domingo também promete muita animação para quem visitar os estandes da Feira do Livro. Às 14h, haverá apresentação cultural da Associação de Capoeira Negrinhos, comandada pelo Mestre Valter, e da Associação de Capoeira Filhos de São Francisco, do Mestre Roque. No palco Anchieta Nery, será realizada, na parte da tarde, contação de histórias por Dagmar Corrêa e Lucicléia Brito e, na Arena Antonio Cedraz, apresentação musical de Bruno Silva. Encerram o evento o grupo musical 'Marizélia e os Coisinho'. A programação completa está disponível no link do evento, no site da Uefs.
Adoção de animais
A Uefs, que conta com a parceira de diversas entidades na realização da Feira, levou para o espaço o programa de adoção de animais, que já é realizado no campus universitário. Trata-se de uma ação destinada a sensibilizar a comunidade para a posse responsável e o bem estar animal, além de buscar um lar para os animais, sobretudo gatos, que são abandonados. Os animais são vacinados, vermifugados e esterilizados, trabalho realizado em parceria com o Centro de Controle de Zoonoses de Feira de Santana e clínicas veterinárias da cidade.

Fonte: http://www.acordacidade.com.br/

sábado, 26 de setembro de 2015

Feira de cordel acontece em Pombal, na Paraíba, a partir deste sábado


PGU lançou, em 2011, cordel sobre órgão. (Foto: Leogump Carvalho/ Divulgação) 
(Foto: Leogump Carvalho/ Divulgação)
Fonte: G1 PB

A partir deste sábado (26) até a terça-feira (29) acontece em Pombal, no Sertão da Paraíba, a Feira de Cordel Poeta Leandro Gomes de Barros. O evento aconteceu no Largo da Praça do Centenário e faz parte do projeto cultural “Artes, luzes e versos a festa do cordel de Leandro Gomes de Barros”. A feira também contará com oficinas de xilogravuras, realizadas pelo poeta Marcelo Soares.

No evento serão realizadas exposições e venda de cordéis de 20 poetas de vários estados do Brasil. Também estão programadas apresentações culturais. “A cada noite teremos apresentações de cantadores repentistas, que cantarão versos do poeta Leandro Gomes de Barros, assim como contações de histórias, recitais de poesia de cordel, lançamento de livros e apresentações dos projetos de escolas estaduais”, contou a gerente da 13ª Gerência Regional de Educação, Ione Severo. 

Neste período, também acontecerão, durante o dia, duas mesas-redondas e palestras em vários espaços da cidade de Pombal, abordando a temática do Sesquicentenário do Poeta Leandro Gomes de Barros e a divulgação da sua obra.

“Trata-se de uma proposta relevante pela contribuição que será para os professores, estudantes e toda população de Pombal e da região, que anseia em conhecer mais sobre o nosso poeta maior e sobre a Literatura de Cordel. Quero destacar também que a feira vai ocorrer dentro das comemorações festivas alusivas ao aniversário da cidade de Pombal”, explicou a gerente da 13ª GRE. 


O poeta

Leandro Gomes de Barros é considerado um dos mais importantes poetas populares do Nordeste. Foi autor, editor e distribuidor, fazendo-se uma das maiores expressões do mundo do cordel. Seus primeiros títulos começaram a ser impressos em 1893. Nascido em 19 de novembro de 1865 no sítio Melancia, em Pombal, cidade do alto sertão paraibano, Leandro Gomes de Barros morou emTeixeira, município vizinho a Pombal, até 1880. Mudou-se com a família para Vitória de Santo Antão, Pernambuco, para onde levou as raízes da poesia, iniciando em 1889 a produção do folheto que o tornaria célebre. Faleceu em Recife, no dia 04 de março de 1918.