CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

VOSSA EXCRESCÊNCIA (VERSO I)


A empresona, Odebrecht
Está sem inspiração
Dando nomes tão manjados
Ao magote de ladrão.
Eles querem nossa ajuda.
Valha-lhes Deus, corre acuda
Vamos deixar sugestão.

O batismo no cangaço
Tinha mais criatividade.
Vamos descer mesmo o nível.
Sugira nome à vontade.
Quem compete nesse meio
Vence quem fizer mais feio
Apelido, meu ‘compade’.

BOCA MOLE

Boca-manga-bacurinha,
Boca-angu, Boca de Fole,
Boca de Bosta, Bocão,
Boca-come-e-nunca-engole;
Boca-ministro-gilmar
Boca-jacaré-aruará
Boca-não-tem-quem-controle.

TODO FEIO

Coisado, Febre do Rato,
Todo Horrível, Sai do Meio,
Nauseado, Apapagaiado,
Ligeirinha-perde-freio
Chupando-limão-na-feira
Ricardo-no-CAC, Beira-

de-CUeiro, pangoleio.


(Manoel Belizario)

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